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Tem oferta para trocar de emprego, como Neymar? Não pense só no dinheiro
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Neymar deixou o Barcelona e foi anunciado pelo Paris Saint-Germain, naquela que se tornou a transferência mais cara da história do futebol. O time francês desembolsou 222 milhões de euros (cerca de R$ 821 milhões) para contar com o craque brasileiro.

O PSG é um clube de expressão bem menor e menos conquistas do que o Barcelona. Além disso, a liga francesa não tem a mesma badalação e competitividade da espanhola.

Mesmo assim, Neymar foi seduzido por uma proposta salarial que, segundo foi noticiado, poderá chegar a 40 milhões de euros ao ano, dependendo de bônus e premiações –muito acima dos 16 milhões de euros que ganha atualmente. Mas, além do salário, outros fatores atraíram o jogador, como a chance de crescimento profissional.

No mercado de trabalho é possível enfrentar situações parecidas com a de Neymar ao receber uma oferta para mudar de emprego (ainda que com cifras bem menos astronômicas).

Nessa hora, mesmo que a proposta salarial seja muito boa, é necessário ficar atento a outros pontos, segundo Caio Arnaes, gerente sênior de divisão da empresa de recrutamento Robert Half.

''Dinheiro é importante, não sejamos hipócritas, mas não é único ponto que tem que analisar'', afirma Arnaes.

Confira algumas perguntas que você deve fazer antes de aceitar uma proposta para mudar de emprego, segundo a Robert Half.

1 – A empresa oferece chance de crescimento?

Segundo veículos de comunicação divulgaram ao longo da negociação, um dos fatores que teriam seduzido Neymar seria a chance de ser protagonista no PSG. No Barcelona, por mais que tenha feito sucesso nos anos em que jogou lá, o astro principal era Lionel Messi — e provavelmente continuará sendo, já que recentemente o argentino renovou contrato com o clube até 2021.

Ao trocar de time, Neymar vislumbraria a possibilidade de crescer fora da sombra de Messi.

Em sua apresentação ao PSG, porém, Neymar negou que a presença de Messi no Barcelona atrapalhasse.

Caso você receba uma proposta de emprego, procure checar se a companhia tem plano de carreira para seus funcionários e compare as suas possibilidades de desenvolvimento no atual e no novo emprego, segundo a Robert Half.

2 – A cultura da empresa combina com você?

Neymar sentiu a falta de amigos brasileiros no elenco do Barcelona. O PSG atualmente conta com Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos e Lucas Moura, seus amigos de seleção brasileira.

O ambiente de trabalho também conta e deve estar de acordo com seu perfil, para aumentar as chances de sucesso profissional.

Procure observar o ambiente da empresa que fez a proposta. É formal ou informal demais? Você se sentiria bem em um local assim?

Analise o comportamento das pessoas e a forma como os profissionais se vestem caso tenha a chance de visitar o escritório. São informações que acabam dando sinais de como é a cultura da empresa.

3 – Você sabe tudo sobre a nova função?

No PSG, Neymar terá o direito de indicar contratações e até dar pitacos no esquema tático do time, segundo o Blog do Marcel Rizzo, regalias que fazem parte do projeto esportivo oferecido ao craque.

A não ser em casos de altos executivos, dificilmente o profissional contratado chega com esse moral para mandar e desmandar. De qualquer forma, é importante buscar o máximo de informações sobre sua nova função antes de aceitar a proposta.

Na entrevista de emprego, faça perguntas ao recrutador para descobrir a descrição real do novo trabalho. Procure conhecer quem será seu futuro chefe e, se possível, alguns colegas de equipe.

4 – O que você ganha com a mudança?

Outra informação divulgada por jornalistas durante a negociação é que, além do lado financeiro, Neymar acreditaria que no PSG terá mais chances de conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo, que seria um de seus maiores objetivos na carreira.

Isso, porém, também foi negado pelo jogador ao chegar ao novo clube''Eu não vim ao Paris para ser o melhor do mundo. Isso acontece naturalmente'', afirmou.

De qualquer maneira, é certo que ele abriu mão do entrosamento e da idolatria que tinha no Barcelona, além da segurança de atuar em um dos clubes mais vitoriosos e queridos do mundo.

Toda decisão leva a perdas e ganhos. Faça uma lista dos prós e contras e pondere os aspectos positivos e negativos de aceitar o novo trabalho.  Ao mesmo tempo, tenha bem claro seu objetivo de carreira.

5 – Os valores da companhia estão alinhados aos seus valores pessoais?

O PSG foi comprado por um grupo de investimentos do Qatar em 2011. Desde então, seu principal objetivo é a conquista da Liga dos Campeões, campeonato de clubes mais importante da Europa.

Neymar já conquistou o torneio jogando pelo Barcelona, mas ao lado de Messi, astro maior do time, como já foi dito. Ser protagonista de uma conquista da Liga dos Campeões pelo PSG aumentaria consideravelmente suas chances de se tornar o melhor do mundo.

O clube e o jogador compartilham a ambição de alçar voos maiores. Mas, além de ambições, é importante compartilhar os mesmos valores da empresa onde trabalha.

Uma incompatibilidade nesse sentido provavelmente vai diminuir sua motivação para o trabalho e, consequentemente, sua produtividade.

Neymar explica decisão de acertar com PSG


Dá para ficar rico trabalhando para os outros? 7 hábitos que podem ajudar
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Quando ouve falar em um milionário, você logo pensa em um empresário de sucesso, que comanda um negócio criado ou herdado por ele?

Ainda que essa visão não esteja errada, é possível, sim, ganhar muito dinheiro sendo empregado, segundo o consultor financeiro Thomas Corley, autor de ''Rich Habits: The Daily Success Habits of Wealthy Individuals'' (Hábitos dos Ricos: Os Hábitos Diários de Sucesso dos Indivíduos Endinheirados).

O livro é baseado em um estudo que fez com 233 pessoas, cada uma com pelo menos US$ 160 mil (R$ 503,6 mil) de renda anual e US$ 3,2 milhões (R$ 10 milhões) em bens.

Dos entrevistados, 177 conquistaram a própria fortuna (ou seja, não são herdeiros), segundo o autor. Desse grupo, 39% ficou rico trabalhando para outras pessoas. ''Nem todo mundo fica rico comandando um negócio próprio. Existem muitos caminhos para a riqueza, e um deles é ser um funcionário indispensável'', afirma Corley em artigo no site ''Business Insider''.

O autor diz que, para chegar a esse patamar, os empregados milionários tinham pelo menos um de sete hábitos. Conheça os sete.

1. Trabalhar horas a mais

As pessoas que o autor entrevistou trabalhavam uma média de 51 horas por semana, e 44% delas começavam a trabalhar três horas antes de seus colegas.

É bom lembrar, porém, que a legislação brasileira define o limite de oito horas por dia e 44 horas por semana para a jornada de trabalho, com a possibilidade de duas horas extras por dia. A reforma trabalhista, sancionada recentemente pelo governo, permite o regime de 12×36, em que a pessoa trabalha 12 horas, mas deve folgar 36 horas em seguida.

2. Achar um ''nicho''

Os milionários pesquisados desenvolveram um nicho de atuação dentro da empresa. Eles se especializaram em tarefas que outros evitavam porque eram mais trabalhosas, tinham obstáculos para sua execução ou exigiam um grande investimento de tempo para serem aprendidas e dominadas.

3. Aproximar-se dos chefes

Os entrevistados construíram relações fortes com altos executivos, tanto da empresa onde trabalhavam quanto de outras do mesmo ramo. Eles se aproximaram, por exemplo, fazendo trabalhos voluntários nas mesmas entidades e ONGs que esses executivos.

4. Assumir responsabilidades extras

Os empregados milionários buscaram projetos extras com os quais pudessem melhorar ou desenvolver novas habilidades. Isso lhes deu a oportunidade de trabalhar com pessoas acima deles na companhia. Assim, podiam mostrar suas qualidades, conhecimentos e ética no trabalho a pessoas com quem não costumavam ter contato direto no dia a dia.

5. Desenvolver paciência e persistência

Muitos funcionários deixam o emprego quando não conseguem a promoção que julgam merecer. Os empregados ricos, de acordo com o autor, persistiram no cargo e, em algum momento, foram recompensados com a tal promoção.

6. Controlar as emoções

Esses empregados também esforçavam-se para manter o pensamento positivo e o otimismo e para não perder a calma, o que deixava os colegas mais à vontade. Como as pessoas gostavam de trabalhar com eles, eram os primeiros a receber promoções.

7. Contar fofocas (do bem)

A fofoca não é um bom hábito, principalmente no ambiente de trabalho. Mas o autor defende o que chama de ''fofoca do bem'': fazer apenas elogios aos colegas de trabalho quando eles não estão por perto. Dessa forma, eles criaram uma boa reputação, tornando-se queridos e confiáveis.


Quer criticar chefe, mas teme uma bronca? Site permite mandar texto anônimo
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Você quer criticar alguma atitude ou comportamento do seu chefe, mas tem medo da reação que ele pode ter? Essa pode ser uma boa oportunidade para fazer isso –desde que não seja uma ofensa.

A empresa de educação corporativa Insperiência criou um formulário online que permite que o funcionário envie anonimamente uma mensagem com uma avaliação ou crítica ao chefe.

Na página, o empregado não precisa se identificar. Basta informar o nome e o e-mail do chefe e a mensagem que deseja passar.

Segundo a empresa, a mensagem é avaliada e, se não for ofensiva, repassada ao chefe em até 48 horas. Além da mensagem do funcionário, também é encaminhada uma avaliação elaborada por um especialista, com dicas de como o chefe pode melhorar seu desempenho naquele quesito.

A Insperiência pede que seja deixada uma mensagem ''clara e objetiva'', que ela transformará em um e-mail ''descontraído com dicas e sugestões para uma liderança moderna e eficaz''.

O serviço ficará disponível até o final de julho pelo link goo.gl/o8rUJN e não há limite de tentativas de participação.

A ideia é inspirada no correio elegante, aquela popular brincadeira de festas juninas, e é ligada ao workshop ''Kill the Boss – Mate o Chefe que Existe em Você'', oferecido pela empresa.

Dar feedback é como fazer um sanduíche; entenda


McDonald’s usa Snapchat para anunciar 250 mil vagas nos EUA
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O McDonald's anunciou que pretende contratar 250 mil pessoas nos Estados Unidos, segundo o site da rede americana CNN. Além do número, chama a atenção a forma escolhida para divulgar essas vagas: o aplicativo Snapchat. Nele, o candidato pode iniciar o processo de inscrição para o emprego.

Funciona assim: a empresa vai lançar uma série de anúncios com dez segundos de duração. Os vídeos vão mostrar funcionários da rede dizendo o que gostam em seu trabalho.

Ao passar o dedo pela tela durante o vídeo, os candidatos são direcionados para uma página de inscrição, onde poderão se inscrever no processo para uma vaga nos restaurantes.

Foco nos jovens

Com a iniciativa, a empresa mira a contratação de jovens entre 16 e 24 anos. Anualmente, o número de pessoas nessa faixa etária em busca de emprego aumenta entre abril e julho, período de férias escolares no país, segundo dados do governo norte-americano.

Não é a primeira vez que a companhia foca a contratação de pessoas desse grupo nos EUA, mas ela afirma que neste ano o número de vagas aumentou, segundo a CNN.

Atualmente, há cerca de 850 mil funcionários nos restaurantes do McDonald's nos EUA.

Snapchat já foi usado para contratar

Não é a primeira vez que o McDonald's usa o Snapchat como forma de contratação. Um método parecido já foi usado pela rede na Austrália, segundo o site Business Insider.

Os candidatos tiveram de enviar um vídeo de 10 segundos, usando um filtro no aplicativo que fazia com que eles aparecessem vestindo um uniforme da rede.

Essa foi a primeira etapa do processo seletivo, segundo o site.

Em nota ao UOL, o McDonald's Brasil afirmou que ''atualmente não tem nada previsto'' sobre a possibilidade de tomar uma iniciativa do tipo no país, mas segue ''atento para a implementação de ferramentas que possam auxiliar em contratações''.

Diz, ainda, que disponibiliza vagas em seu site institucional e recebe currículos diretamente nos restaurantes.


Isto te ajudará a escrever um e-mail crítico no trabalho sem ser ofensivo
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Fazer uma crítica ou discordar de alguém por e-mail pode ser desagradável, mas muitas vezes é necessário em um ambiente de trabalho.

Alguns problemas ou assuntos mais leves e corriqueiros não precisam ser tratados pessoalmente ou por telefone, porque seria uma reação exagerada e até dar um peso desnecessário à situação. Nesses casos, o e-mail é a melhor ferramenta.

Se não forem bem escritas, porém, as mensagens podem ser mal-interpretadas, por mais simples ou positivas que sejam. E isso é ainda pior quando o conteúdo é duro ou crítico.

Em artigo publicado no site de carreiras The Muse, a especialista em trabalho Sara McCord compartilhou uma fómula que segue na hora de escrever esses e-mails mais complicados, para evitar mal-entendidos e amenizar conflitos:

1ª Linha: Diga algo amigável

Segundo a autora, ajuda ser amigável no começo da mensagem. Imagine que é uma conversa cara a cara.

Colocar uma frase curta e simpática, mesmo que pareça superficial, ajuda. Por exemplo: ''Como foi o seu final de semana?'' ou ''espero que esteja tudo bem''.

2ª linha: Agradeça

Não comece falando diretamente sobre o que a pessoa fez de errado. Antes, reconheça o esforço e tempo gastos por ela com a atividade.

Algo simples, como: ''Muito obrigado pelo [trabalho/tempo/esforço] gasto nisso''.

3ª linha: Aponte algo positivo

É importante reconhecer ao menos uma atitude positiva ou qualidade da pessoa no desempenho daquela atividade ou função.

Nesse ponto, porém, é necessário tomar alguns cuidados. Primeiro, obviamente, seja sincero. Também não enrole muito, para não parecer que esteja evitando o assunto e também não tire o foco da mensagem principal, que virá na sequência.

Texto principal:

A autora defende que é importante explicar por que você está tomando aquela decisão, por que você decidiu fazer as coisas de uma maneira diferente.

Isso mostra consideração pelo outro, que não está discordando sem motivo.

Aqui, mais uma vez é necessário ser direto, sem falar sobre os erros além do necessário. Para isso, descreva que mudança você fez no projeto e qual a razão.

Se for mais de uma mudança, coloque em tópicos.

Última linha:

Para fechar, pergunte se a pessoa gostaria de saber alguma coisa ou precisa de um esclarecimento adicional. Isso mostra que você está aberto a ouvir, e valoriza o outro.

Veja um exemplo proposto pela autora:

Caro [nome],

Como está sua semana?

Obrigado, novamente, por seu [tempo/trabalho] gasto com [o projeto].

Você realmente captou o espírito do projeto. Eu gostei, particularmente, de [ponto positivo].

Eu [fiz algumas mudanças/tomei uma direção diferente], que gostaria de explicar:

  • [Primeira mudança e como ela vai levar a um resultado positivo]
  • [Segunda mudança e como ela vai levar a um resultado positivo]
  • [Terceira mudança e como ela vai levar a um resultado positivo]

Por favor, me avise se tiver alguma dúvida!

Abraços,
[Seu nome]


Tem medo que robôs roubem o seu emprego? Site mostra a probabilidade
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A sua profissão vai existir no ano que vem? Provavelmente, sim. E daqui a 50 anos? É mais difícil dizer. Até lá, pode ser que um robô esteja em seu lugar.

O site americano ''Will Robots Take My Job?'' (''Robôs vão tirar meu emprego?'') pode ajudá-lo a prever as perspectivas da sua profissão para os próximos anos.

Ele foi feito com base em um estudo de 2013 dos pesquisadores Carl Benedikt Frey e Michael A. Osborne, que analisaram mais de 700 profissões e calcularam a probabilidade de que elas sejam automatizadas nos próximos anos, com o avanço de novas tecnologias.

Os taxistas e os motoristas particulares, por exemplo, têm 89% de chance de serem substituídos. Essa projeção faz sentido, já que diversas empresas têm investido no desenvolvimento de carros autônomos.

Caixas, como os de supermercado, têm uma situação ainda mais complicada, com 97% de risco de serem substituídos.

A pesquisa leva em conta dados dos EUA, mas os criadores do site afirmam que os resultados podem ser aplicados para outros países também.

Profissões que devem sumir

Entre as profissões que mais correm risco, estão operadores de telemarketing, relojoeiros e costureiros manuais, todos com 99% de chances de serem automatizadas nos próximos anos.

Na outra ponta da tabela, a profissão mais ''segura'' é a de terapeuta recreativo — profissional que planeja e executa atividades com pacientes em hospitais e casas de repouso, por exemplo. Ela tem apenas 0,28% de chance de ser computadorizada.

Pula, gira e corre! Robô Handle causa espanto por movimentos de superatleta


Jovem finge ser cliente para conseguir entrevista de emprego (e deu certo)
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O dinamarquês August Laustsen inventou uma empresa na qual ele exerce todos os cargos de chefia

August Laustsen inventou uma empresa na qual ele exerce todos os cargos. Foto: Reprodução

Cansado de enviar currículos, mas não ter um retorno sequer, o dinamarquês August Laustsen, 26, teve uma ideia diferente para chamar a atenção de agências de publicidade e conseguir uma entrevista de emprego.

De acordo com o site “AdWeek”, o jovem diretor de arte, que vive em Estocolmo, na Suécia, resolveu fingir ser o que todas as empresas procuram: um cliente. Ele enviou um e-mail para várias agências da capital sueca dizendo ser diretor de marketing de uma empresa chamada Emerih e estar à procura dos serviços delas.

No entanto, no e-mail enviado às agências, August alertava quer era fundamental que o departamento de criação desse uma olhada em seu site antes de seguir adiante. É nessa hora que a mentira é revelada. Em seu site, o jovem explica por que fingiu ser um cliente.

“Eu sei que diretores criativos recebem uma tonelada de e-mails de jovens talentos, mas nem sempre têm tempo para responder. Então, para conseguir a atenção de vocês e a possibilidade de mostrar o meu portfólio, eu fingi ser alguém com quem todos vocês gostariam de falar: um novo cliente”, diz a página.

August também explica que o nome de sua empresa também é falso. Na verdade, Emerih é “hire me” (contrate-me, em inglês) escrito ao contrário.

Além disso, o site funciona como uma espécie de currículo do jovem. Traz, de maneira humorada, informações sobre sua formação, empresas nas quais trabalhou e alguns de seus pontos fortes e fracos, algo que os recrutadores quase sempre perguntam.

E se você acha que os possíveis chefes de August ficaram irritados ao descobrirem que foram enganados, está equivocado. O jovem garantiu ao “AdWeek” que o retorno foi bastante positivo. Em quatro dias, ele diz ter conseguido sete entrevistas de emprego. Em uma delas, ele foi contratado.


Zuckerberg tem 12 pessoas só para tirar críticas de seu perfil no Facebook
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Zuckerberg

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Foto: Justin Sullivan/Getty Images/AFP

Você acha difícil gerenciar seu perfil no Facebook? Imagine Mark Zuckerberg, cofundador e diretor-executivo da rede social. Para ajudar nessa tarefa, ele conta com nada mais, nada menos que 12 funcionários, segundo informações da agência de notícias Bloomberg.

O trabalho dessa equipe se resume a apagar comentários negativos ou ofensivos postados no perfil de Zuckerberg.

Para escrever discursos e fazer postagens na rede social, o chefão do Facebook tem mais alguns funcionários.

Sem contar os fotógrafos profissionais, que o acompanham em eventos oficiais e retratam cenas de seu cotidiano, de uma corrida matinal a um beijo na filha. Essas imagens são imediatamente publicadas no perfil de Zuckerberg.

Bom moço

Tanta preocupação tem o objetivo de manter a imagem positiva do bilionário e de sua rede social.  Após o nascimento da filha, no final de 2015, Zuckerberg usou o Facebook para anunciar que, ao longo da vida, pretende doar 99% de sua fortuna para caridade. O patrimônio dele é atualmente avaliado em US$ 54,8 bilhões pela revista ''Forbes''.


Entrevista de emprego: se para você é um drama, para ele é motivo de piada
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Procurar emprego não é uma tarefa fácil. Os candidatos enfrentam muitos problemas no caminho para conquistar a tão sonhada vaga.

Noites em claro disparando currículos, anúncios com requisitos difíceis de serem alcançados, processos com inúmeras etapas que se arrastam por semanas, perguntas desagradáveis na entrevista, longas dinâmicas de grupo com atividades que parecem não levar a nada e a expectativa por uma resposta do RH que nunca chega são algumas das experiências ruins enfrentadas.

Isso para descobrir, ao final, que a vaga ficou com o sobrinho do dono da empresa.

Esse tipo de infortúnio é inspiração para as piadas de Raphael Palazzo, paulistano de 21 anos que criou e administra a ''Entrevistamento'', página do Facebook que brinca com o martírio para arranjar um emprego.

Grande parte dos memes da página, que tem mais de 570 mil curtidas, é criada com fotos de bancos de imagens da internet, em que o jovem escreve legendas engraçadas, como diálogos esdrúxulos entre candidatos e entrevistadores.

Ideia após frustração

Ele diz que a maioria das ideias é sua, mas também posta sugestões de seguidores, eventualmente. ''As ideias surgem a partir das experiências com processos seletivos, e também de relatos ou de situações que ainda vejo no dia a dia.''

Raphael Palazzo criou a página "Entrevistamento"

Raphael Palazzo criou a página ''Entrevistamento''

Palazzo diz que criou primeiro o perfil no Twitter há cerca de dois anos, após ficar frustrado com a longa seleção para um estágio em marketing de uma multinacional de varejo. ''Entre uma delas (etapas), não entraram mais em contato. Soube posteriormente que tiveram de abrir a mesma vaga novamente, após menos de três meses de contratação'', conta.

Recém-formado em publicidade e procurando emprego, ele diz que já passou por algumas situações ruins em processos. ''Em uma delas, a luz acabou na região, e tive de prosseguir a apresentação da dinâmica com uma lanterna que carregava na mochila. Infelizmente, não viram 'possuir uma lanterna' como um diferencial'', brinca.

Dinâmicas de grupo são odiadas

As dinâmicas de grupo, inclusive, são a pior parte da busca por trabalho, para ele e grande parte de seus seguidores.

''Há um consenso na página de que as dinâmicas em grupo são as mais odiadas e, ao mesmo tempo, uma das etapas onde mais são relatadas situações desagradáveis''

Mesmo caçoando tanto do trabalho dos profissionais de RH, Palazzo diz que eles não costumam ficar magoados. ''Incrivelmente, tenho um feedback muito bacana deles! O 'Entrevistamento' não é uma militância, então eu entendo que, de fato, nem sempre o RH tem culpa e, muitas vezes, os profissionais da área sofrem com o excesso de responsabilidades.''

Além do Facebook e do Twitter, o “Entrevistamento” também tem página no Instagram e canal no Youtube.

Jogo rápido

O Blog Happy Hour fez um jogo rápido por e-mail com Palazzo para saber se ele está afiado depois de tanta experiência com o mundo das entrevistas de emprego.

Happy Hour: Você está desempregado?

Raphael Palazzo: Eu não diria desempregado, eu diria que estou exercendo uma atividade não-remunerada com foco em prospecção de empresas interessadas em efetivação e crescimento profissional de terceiros que sejam, na verdade, minha pessoa.

HH: Quantos currículos você já imprimiu na vida?

RP: Aproximadamente o mesmo número de estrelas no céu.

HH: Qual é o seu maior defeito?

RP: Perfeccionista… Brincadeira, hahahahaha.

HH: Se você fosse um animal, qual seria?

RP: Uma formiga, pois ela é excelente em trabalho em equipe. (Brincadeira, um bicho-preguiça mesmo).

HH: O que gosta de fazer nas horas livres?

RP: Cursos de Excel… Avançar no mercado… Enviar currículos…

HH: Você fez intercâmbio?

RP: Claro! Morei em Londres! Na região de… É… Éééé… Do centro…

HH: Tem pacote Adobe ou pacote Office?

RP: Ambos. Eles são almas gêmeas. *—*

HH: O que prefere: vale-refeição ou refeitório da firma?

RP: VR! Sem dúvida, VR! Não que seja ruim aquele refeitório pequeno e abafado, com 25 funcionários e só um microondas, onde alguém chega com uma lasanha congelada e todos têm de esperar 15 minutos para esquentar sua comida.

HH: A culpa é sempre do estagiário?

RP: E de quem mais seria?

HH: Você sabe qual é o segredo para conseguir um emprego? Poderia passar para a gente?

RP: Claro que sei! O segredo consiste em seis palavrinhas mágicas: ''Tio, tem vaga lá na empresa?''.

Leia mais:


Patrão vende empresa a funcionários por preço mais baixo para evitar cortes
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Éric Belile decidiu vender sua empresa a funcionários

Éric Belile decidiu vender sua empresa a funcionários

Um empresário francês, prestes a se aposentar, decidiu vender sua empresa aos  próprios funcionários por um preço mais baixo em vez de fechar negócio com um grande grupo, segundo reportagens publicadas pela imprensa francesa.

Se vendesse a empresa a um grande grupo poderia ganhar mais dinheiro, mas haveria muitas demissões, disse Éric Belile, 56, dono da empresa de equipamentos de impressão La Générale de Bureautique. A empresa tem três agências na França e 40 funcionários.

Ele disse que deixará de ganhar 4 milhões de euros (cerca de R$ 13,5 milhões) em sete anos em dividendos. ''Eu amo meus funcionários'', disse.

Ele fechou um acordo com cinco executivos da empresa, que pagarão uma pequena quantia agora. O pagamento total deve ser feito depois, com os lucros da empresa.

''Eu devo isso aos empregados. Para mim, é natural que a empresa continue com a equipe: nós construímos todo o projeto. Não é uma decisão altruísta, é uma justa recompensa'', afirmou à imprensa francesa.

Ele irá treinar a equipe que comandará o negócio nos próximos cinco anos.